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Beat Breakdown Mia Johnson
Os números impressionam até quem acompanha grandes eventos esportivos há décadas. Em 25 de junho de 2026, ainda durante a fase de grupos, a Copa do Mundo da FIFA atingiu 3.605.357 espectadores acumulados, e quebrou, com 44 jogos ainda por disputar, o recorde histórico de público que pertencia ao Mundial de 1994, até então o de maior audiência presencial de todos os tempos. A informação é da FIFA e foi repercutida por veículos como Yahoo Sports e ESPN.
Há mais: nos primeiros 60 jogos do torneio, os estádios operaram com taxa média de ocupação de 99,7%, praticamente lotação máxima em todas as partidas, algo inédito em Copas. E em 16 de junho o Mundial estabeleceu também o recorde de público em um único dia: 281.223 torcedores assistiram, presencialmente, a quatro jogos da fase de grupos.
A simbologia do recorde é curiosa. Foi justamente a Copa de 1994, nos Estados Unidos, que detinha a marca anterior, um torneio que muitos brasileiros guardam no coração, pois terminou com o tetracampeonato do Brasil no Rose Bowl, na Califórnia. Trinta e dois anos depois, o futebol volta a bater recordes em solo americano, agora com um formato ampliado de 48 seleções e 104 jogos, e com os EUA sediando 78 partidas, incluindo todas as quartas de final, as semifinais e a grande decisão.
A final está marcada para 19 de julho, no MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Jersey, a poucos quilômetros de Manhattan e no coração de uma das regiões com maior concentração de brasileiros nos Estados Unidos, que inclui cidades como Newark, Harrison e Kearny, com seus tradicionais bairros e comércios verde-amarelos.
Para a comunidade brasileira, o torneio teve gosto agridoce: a seleção se despediu precocemente nas oitavas de final. Ainda assim, a festa nas cidades-sede, de Miami a Boston, de Houston a Los Angeles, tem sido descrita como a maior celebração do futebol já vista no país, com torcedores de dezenas de nacionalidades lotando estádios, bares e fan fests. O U.S. News publicou nesta terça-feira (7) um levantamento dos recordes quebrados pelo torneio e pelo próprio país-sede ao longo do Mundial.
O impacto econômico também é recorde: hotelaria, transporte, restaurantes e comércio das cidades-sede, setores com enorme presença de trabalhadores e empreendedores brasileiros, registram semanas de demanda excepcional, especialmente nas regiões de Nova York/Nova Jersey, Miami e Dallas.
(Foto de Fauzan Saari na Unsplash)
Escrito por Luan Rodrigues
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