O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS) divulgou na semana passada uma lista destacando imigrantes sem documentos presos pelo ICE no estado de New Jersey, como parte de uma campanha de comunicação do governo Trump que busca justificar as operações de enforcement migratório em estados que adotam políticas de “sanctuary city”.
O comunicado do DHS afirma que as operações têm como foco principal indivíduos com antecedentes criminais. No entanto, organizações de defesa dos direitos dos imigrantes alertam que os dados reais contam outra história. Segundo o American Immigration Council, as prisões de imigrantes sem qualquer antecedente criminal aumentaram 2.450% desde o retorno de Donald Trump à Casa Branca em janeiro de 2025.
Em Connecticut, uma operação recente do ICE resultou na detenção de 65 imigrantes indocumentados em apenas quatro dias. A ação gerou protestos de grupos comunitários e líderes locais que questionam os métodos utilizados, que incluem veículos sem identificação e agentes encobertos operando em áreas residenciais, escolas e locais de trabalho.
Para a comunidade brasileira em New Jersey e Connecticut, é fundamental conhecer os próprios direitos. Em caso de abordagem pelo ICE, qualquer pessoa, independentemente do status migratório, tem o direito de permanecer em silêncio e não assinar documentos sem a presença de um advogado. Organizações como a AILA (American Immigration Lawyers Association) e grupos de apoio local oferecem assistência emergencial gratuita.
Advogados de imigração recomendam que toda família imigrante tenha um plano de contingência: saber com quem entrar em contato imediatamente, ter documentos organizados e conhecer os recursos disponíveis na comunidade.
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