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Trump defende lei para proibir carteira para imigrantes indocumentados

todaymarço 2, 2026 21

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Durante o tradicional discurso anual sobre o estado da União, realizado nesta terça-feira (24), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reforçou perante parlamentares republicanos e democratas um dos principais eixos de sua administração: o endurecimento das políticas imigratórias.

Ao abordar o tema, Trump citou o caso de Delilah Coleman, menina de 5 anos atropelada em junho de 2024 por um caminhão e que sofreu danos cerebrais permanentes. Segundo o presidente, o motorista envolvido no acidente seria “um estrangeiro ilegal que entrou no país graças a Joe Biden”, declaração que arrancou reações distintas no plenário.

Com base no episódio, o presidente pediu ao Congresso a aprovação de uma nova proposta legislativa, que chamou de “Lei Delilah”. A medida, segundo ele, proibiria qualquer estado americano de conceder carteira de motorista a imigrantes em situação irregular.

“Muitos desses estrangeiros em situação ilegal não falam inglês nem conseguem ler os sinais mais simples na estrada. Não veem nada escrito ‘perigo’, e é por isso que nesta noite estou pedindo que o Congresso aprove o que vamos chamar de ‘Lei Delilah’, proibindo qualquer Estado de dar uma carteira de motorista a qualquer imigrante ilegal”, afirmou Trump durante o pronunciamento.

O discurso sobre o estado da União, realizado anualmente e transmitido em horário nobre, é uma das ocasiões mais importantes do calendário político americano. Nele, o presidente apresenta ao Congresso um balanço das ações do governo e sinaliza prioridades legislativas para o ano seguinte.

A proposta anunciada deve intensificar o debate nacional sobre imigração, tema que segue polarizando o cenário político dos Estados Unidos. Atualmente, alguns estados permitem que imigrantes sem status legal obtenham carteiras de motorista, sob o argumento de que a medida melhora a segurança no trânsito ao garantir que condutores sejam testados e registrados. Já opositores defendem que a concessão do documento representa um incentivo indireto à permanência irregular no país.

A eventual tramitação da chamada “Lei Delilah” no Congresso promete reacender embates entre republicanos e democratas, especialmente em um ano marcado por forte mobilização política em torno das políticas imigratórias.

Escrito por SpotBrazil

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