Jornalismo

Governo Trump usa tecnologia de dados para localizar imigrantes e ampliar deportações

todayFebruary 15, 2026

Background
share close

O uso de tecnologia avançada de análise de dados pelo governo dos Estados Unidos para localizar e deportar imigrantes voltou ao centro do debate público após a circulação de informações sobre um suposto aplicativo capaz de mapear, com precisão, o paradeiro de pessoas com ordens de remoção no país.

De acordo com relatos que repercutiram nas redes sociais e em grupos de defesa de imigrantes, o sistema — apontado como desenvolvido pela empresa de tecnologia Palantir — permitiria que agentes federais visualizassem, em mapas interativos, os endereços de indivíduos marcados para deportação, além de atribuir níveis de confiança sobre a exatidão dessas localizações. A ferramenta também possibilitaria selecionar alvos específicos ou delimitar áreas inteiras para identificar potenciais pessoas sujeitas à ação migratória.

Embora o nome do aplicativo citado nas publicações não tenha confirmação oficial em documentos públicos, é fato que o governo americano mantém contratos ativos com a empresa Palantir para o fornecimento de plataformas de inteligência de dados utilizadas por agências federais, incluindo o Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE).

Entre as ferramentas conhecidas está o Investigative Case Management (ICM), sistema que integra bases de dados governamentais e comerciais para rastrear informações migratórias, histórico de endereços, vínculos familiares e registros administrativos. Outro exemplo é o FALCON Search & Analysis, plataforma voltada para análise investigativa e cruzamento de dados em larga escala.

Esses sistemas permitem a visualização geográfica de informações, facilitando o planejamento de operações de campo e a localização de pessoas com processos migratórios pendentes ou ordens de deportação emitidas por autoridades judiciais.

Como funciona a tecnologia

Especialistas em segurança digital explicam que plataformas desse tipo operam a partir da integração de múltiplas fontes de dados, como: Registros de imigração; Bancos de dados criminais; Informações de endereço; e dados de serviços públicos e cadastros administrativos

A partir desse cruzamento, algoritmos geram perfis e indicativos de localização, muitas vezes apresentados em mapas interativos que auxiliam agentes na definição de prioridades operacionais.

O uso dessas tecnologias tem sido alvo de críticas de organizações de direitos civis, que questionam a extensão da vigilância governamental e o risco de erros em identificações ou endereços. Grupos pró-imigrantes também apontam preocupações com possíveis impactos em comunidades inteiras durante operações baseadas em dados massivos.

Por outro lado, autoridades federais defendem que as ferramentas aumentam a eficiência das ações, reduzem riscos para agentes e permitem foco em indivíduos com decisões judiciais já determinadas.

Como grande parte dos sistemas utilizados em segurança nacional e imigração opera sob sigilo operacional, detalhes técnicos completos — incluindo nomes de interfaces, aplicativos específicos e protocolos de uso em campo — raramente são divulgados publicamente, o que contribui para a circulação de informações parciais ou não confirmadas.

Ainda assim, especialistas afirmam que o avanço do uso de inteligência de dados em políticas migratórias é uma realidade crescente, refletindo a digitalização das estratégias de fiscalização e controle de fronteiras.

Written by: SpotBrazil

Rate it

Post comments (0)

Leave a Reply


Discover more from Spot Brazil Radio

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading